O MIQCB regional Tocantins esteve presente, por meio de suas lideranças locais, no lançamento do projeto “Conectando Saberes: inclusão digital para jovens e mulheres quebradeiras de coco”, gerido pela Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO), que ocorreu nessa segunda-feira (24). O MIQCB fará uso do aplicativo desenvolvido pelo projeto, pois ele facilitará os processos de produção local e comercialização dos produtos do coco babaçu, contribuindo para o fortalecimento das quebradeiras e suas cadeias produtivas.
A APA-TO e a Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), com apoio do Governo Federal, por meio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), o projeto “Conectando Saberes: inclusão digital para jovens e mulheres quebradeiras de coco”. A iniciativa tem como principal objetivo otimizar a gestão da produção extrativista do coco babaçu na Região do Bico do Papagaio, promovendo a inclusão digital e ampliando o acesso das trabalhadoras às novas tecnologias.
A APA-TO já possui um histórico de atuação junto às quebradeiras de coco babaçu do MIQCB e é co-implementadora do Projeto Baqueli, executado pelo MIQCB. Essa parceria reforça o compromisso com o fortalecimento da produção extrativista e da comercialização dos produtos do babaçu, promovendo maior autonomia econômica e organização social para as mulheres que vivem desse trabalho.
Um dos pilares do projeto é o desenvolvimento de um aplicativo inovador, que possibilitará um controle mais eficiente dos produtos e subprodutos do babaçu, desde o extrativismo até a comercialização. A ferramenta será utilizada pelas mulheres quebradeiras de coco organizadas em grupos produtivos e pela central de beneficiamento da ASMUBIP, permitindo monitoramento em tempo real, melhor organização das vendas e maior transparência nos processos produtivos.
Segundo Maria do Socorro Teixeira, coordenadora da ASMUBIP, a ferramenta será um grande avanço para as trabalhadoras, possibilitando um registro mais preciso da produção:
“Esse aplicativo vai nos ajudar muito a entender o que a gente não entendia. Eu peguei uma lata de coco por mês, mas eu não sei identificar em algum lugar. Eu tiro 30 litros de azeite por mês, mas também não sei registrar, assim como o carvão, o sabão, o mesocarpo. Então, se a gente tem um meio de divulgar nossa produção, que seja bem-vindo! Com essa fé e essa esperança, vamos seguir em frente.”
Além da criação do aplicativo, o projeto prevê ações de capacitação e suporte técnico contínuo para garantir que as quebradeiras de coco possam utilizá-lo de forma eficiente. Serão realizadas oficinas práticas e assessoria especializada, visando fortalecer a autonomia digital das participantes e ampliar o impacto da tecnologia na organização da produção.
Para Ivan Oliveira, representante do Serpro/Governo Federal, o projeto não apenas inova, mas também fortalece a governança e a organização social das quebradeiras de coco:
“Esse projeto tem como um dos principais objetivos desenvolver um aplicativo voltado à governança, que busca conectar a cadeia de produção com a comercialização e oferecer informações para quem realmente está envolvido. Ele não só inova, mas também humaniza a forma como enfrentamos os desafios sociais. O aplicativo não é apenas uma ferramenta, é uma ponte entre quem precisa e quem pode ajudar.”
Estrutura do Aplicativo
A ferramenta, que ainda está em fase de desenvolvimento, permitirá o registro e monitoramento da produção em tempo real, otimizando a comunicação entre as quebradeiras de coco e facilitando a gestão dos produtos. Com a digitalização dessas informações, será possível acessar rapidamente indicadores de produção e comercialização, tornando os processos mais eficientes e fortalecendo a organização em rede.
A previsão é que o aplicativo esteja disponível para as associadas da ASMUBIP a partir de agosto de 2025, proporcionando mais autonomia e fortalecendo a economia solidária na região.
Fonte: https://miqcb.org.br/arquivos/5723




